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Sexo, além de ser bom, faz bem !



Sexo não é apenas gostoso, não. Traz muitos benefícios para o corpo e para a mente. Além de ser um dos melhores programas para qualquer dia e horário, é gratuito e você já deve ter ouvido falar que é saudável. 



Mas se esses argumentos ainda não são suficientes para fazer você praticar todos os dias, listamos 15 boas razões para você se animar e esquentar seus dias.

1. Para começar, saiba que durante a transa o corpo libera substâncias, como a serotonina e a dopamina, que fazem com que o cérebro combata mais facilmente a dor, assimilando melhor a produção de endorfina – que também aumenta com o sexo.

2. A produção de endorfina pelo organismo, que ocorre durante a relação sexual, melhora o humor e pode até ajudar na cura de quadros de depressão.



3. Transar faz bem para a autoconfiança e para a autoestima – e isso reflete até na vida profissional. Levar uma mulher ao orgasmo faz com que o homem se sinta desejado, viril e poderoso.
4. O sexo pode ser considerado uma atividade física completa. Dependendo do empenho, mexe com toda a musculatura do corpo e ainda queima cerca de 500 calorias por relação – mais ou menos a mesma quantidade que queima uma hora de caminhada acelerada.

5. A insônia também pode ser combatida com muito prazer. Após o orgasmo, o corpo entra em estado de relaxamento, o que facilita a ter uma noite bem dormida.



6. Homem que tem vida sexual ativa atrai mais as mulheres. E não é por causa da propaganda boca a boca, não! É que o sexo aumenta a produção do hormônio da atração, o feromônio, que, comprovadamente, estimula o olfato do sexo oposto em muitos animais, inclusive no ser humano.
7. Quem pratica sexo regularmente tem menos chances de sofrer ataques cardíacos e derrames. A descoberta foi feita por cientistas britânicos, que recomendam que o homem tenha de três a quatro orgasmos por semana, pelo menos.

8. A prática leva à perfeição e sempre há o que aprender. Portanto, quanto mais você conhecer o seu corpo e o feminino, mais ainda saberá ter e dar prazer.



9. Fazer amor é garantia de um relacionamento afetivo melhor, inclusive familiar. A falta de sexo é um dos grandes causadores de brigas e separações de casais, atualmente.
10. Uma rotina sexual com a mesma mulher, que você gosta e confia, ajuda a superar problemas como disfunções eréteis e ejaculação precoce, se não forem causados por problemas físicos.

11. Ejacular é uma grande arma contra um dos mais temidos inimigos do homem: o câncer de próstata. Pesquisas comprovam que homens que aos 20 anos tinham 5 orgasmos por semana têm um terço a menos de chances de desenvolver a doença.



12. Quem transa mais tem menos chance de contrair doenças leves também. A explicação é que o sistema imunológico é reforçado com uma rotina sexual ativa, pois há um aumento significativo dos anticorpos.
13. Quando tem orgasmos frequentes, a mulher sofre menos de TPM. E não há dúvida de que você é o maior beneficiado disso.

14. Transar frequentemente combate a ansiedade e ajuda a superar comportamentos compulsivos gerados por ela, como abusar da comida, álcool e cigarros.



15. O sexo causa uma espécie de amnésia temporária. Durante a transa e algumas horas após o orgasmo, as regiões do cérebro responsáveis pela ansiedade e pelo estresse são desligadas. Com isso, as chateações do trabalho, as contas para pagar e até a briga do casal não perturbam por um tempo.








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Gemidos altos melhoram a experiência sexual

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É possível ter um orgasmo só com carícias e amassos?




Quando a vida entre os lençóis cai na rotina, ou quando ainda está cedo demais para transar, lembre quão divertidos - e quentes - os bons e velhos amassos podem ser





Atingi o clímax em meio aos amassos com um ex-namorado com quem eu estava considerando reatar. Decidida a não transar - até porque eu queria pensar mais um pouco se o deixaria entrar de novo na minha vida emocional antes de entrar na minha calça -, estipulei uma barreira para o sexo. Bastou um beijo para eu sentir o volume no jeans dele. Foi uma coisa tão boba, tão adolescente, tão diferente do que nós, adultos, fazemos... Até ele continuar se apertando em mim e eu ter um dos melhores orgasmos da minha vida!

Julgando pela minha vivência, orgasmos tendem a ser experiências ligeiramente complicadas. Envolvem muita fantasia e negociações cerebrais complexas até chegar ao grande "oooh". Talvez por isso, esse que eu acabei de descrever tenha vindo de forma mais prazerosa e natural, já que eu estava ali relaxada e entregue ao momento sem nenhuma pretensão.

Minha experiência cai justamente no que é tido como "não sexo", ou sexo sem penetração. Você pode chamar isso de preliminares, mas, acredite, a experiência pode ser surpreendentemente satisfatória para quem já deu adeus à virgindade há décadas.



"O 'não sexo' é uma ótima opção, porque livra as mulheres da cobrança de que elas têm de chegar ao orgasmo", afirma o educador sexual Jamye Waxman, coautor de Hot Sex: Over 200 Things You Can Try Tonight! (inédito no Brasil). "Assim fica mais fácil focar a atenção no próprio corpo, curtir cada sensação."

O sexo sem penetração ainda ajuda a sacudir a rotina dos casais de longa data. "Prolongar o período de espera investindo em carícias renova o vínculo do casal e provoca fantasias", diz Amaury Mendes Júnior, ginecologista especialista em terapia sexual e consultor de Women's Health. Isso sem contar que estimula a sedução e faz com que as duas partes revivam as emoções do início da relação.





A experiência pode ser surpreendentemente satisfatória para quem já deu adeus à virgindade há décadas.


Dicas de como tirar proveito do "não sexo"


Saia do quarto

Vocês não precisam estar entre quatro paredes para suspirar de prazer. Esfregue-se em seu parceiro - com discrição - em qualquer situação que lhe dê vontade. Aproveite para ficar de costas para ele em algum momento (ou de conchinha, no caso do sofá) e então passe uma mão por trás de seu corpo em direção ao zíper da calça dele. "Se aguentarem segurar a onda para continuar só no esfrega-esfrega, vão acumular uma quantidade de energia e de tesão que vocês mal lembravam que existia", diz Waxman. Só evite a tentação de continuar no lugar de praxe. "Eu recomendo que a diversão aconteça em qualquer móvel, desde que não seja na cama", completa o autor. Experimente a mesa de jantar, a parede do quarto, o chão...




Vestida para matar

Como você vai estar de roupa - pelo menos no começo -, invista em tecidos que gerem um contato agradável com a pele, como cetim, seda e algodão. Este último, por exemplo, é melhor do que a lã, assim como calças de tecido mais leve no lugar do jeans, que pode machucar. Mas isso não significa que você precise mudar o figurino como uma cantora pop durante o show para curtir o momento.


Respire fundo

A maneira como vocês se tocam também pode ser mais interessante se os dois mantiverem o propósito de não chegar aos finalmentes. Se a intenção é inovar, saiba que até mesmo o jeito como você inspira e expira o ar pode ser usado a favor. "Alterne respirações quentes e frias sobre a cueca do seu parceiro", sugere Barbara Carrellas, autora de Ecstasy Is Necessary e de Urban Tantra (ambos inéditos no Brasil). "Para fazer a respiração quente, deixe a boca aberta próxima ao tecido e então solte o ar; já na fria, mantenha os lábios mais longe e assopre como se estivesse tentando apagar uma vela." Peça para ele fazer o mesmo em você e alternem respirações intensas e suaves.


Expressão corporal

Para completar, relembre as sensações despertadas em cada pedacinho de pele. Se você quer que ele percorra outras partes do seu corpo, sugira carícias na barriga ou na parte inferior de suas costas, logo acima do bumbum - arrepios garantidos. Por fim, sejamos sinceras: a probabilidade de todo esse estímulo do "não sexo" terminar em "siiim, sexo" é das maiores, o que a gente sabe que não deixa de ser ótimo! Afinal, somos todas adultas aqui.





Deixe o "não sexo" mais intenso



Seja clara
Perguntas confiantes são afrodisíacas e demonstram o que você gosta. Tente: "Você adora olhar para mim e ver a reação do meu corpo enquanto me toca aí, não é?"

Provoque
"Apalpe cada centímetro do corpo dele, com exceção do pênis. Ao menos até ele chegar ao ponto de implorar para que você o inclua na brincadeira", diz Barbara Carrellas.





Boca a boca
Experimente dar leves mordidinhas nos lábios de seu parceiro. Puxá-lo pela camiseta com os dentes e percorrer o interior das coxas com a língua também o levarão à loucura.









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Estresse do dia a dia dificulta desejo sexual espontâneo


Muitas vezes espera-se que o desejo espontâneo faça a sua parte para que o sexo aconteça, mas deixa-se de observar o quanto ele está impedido o sexo de acontecer, e aí  esperar por isso pode ser eterno




A vida profissional, a competitividade e a necessidade pessoal de ser bem-sucedido, impõem uma rotina intensa e exigente, tanto na jornada de trabalho, como na qualidade e agilidade de sua execução.
Nessas condições, o trabalho passa a ser mais do que um meio de subsistência e satisfação profissional e torna-se uma fonte de obsessão, provocadora de um alto grau de estresse e desgaste emocional.

Sem contar as diversas solicitações (ou estímulos) que nos obrigam a manter um status quo legitimado socialmente, mesmo que não seja nossa “escolha ou desejo”. Isso envolve o desempenho de diversas atividades, como por exemplo: a academia, o MBA, o inglês/espanhol/alemão/francês/mandarim,  atividades com colegas ou amigos... Enfim, atividades básicas, mas essenciais para se sentir inserido no mundo.

Todo esse contexto dificulta a própria convivência, no sentido de tempo e oportunidade de se estar junto daquele (a) com quem se decidiu  compartilhar a vida.



É evidente que magicamente nada se soluciona. Portanto, o casal precisa arregaçar as mangas e entrar nessas questões para que os conflitos ou o clima entre ambos não piore ainda mais.

Seria querer demais que ainda assim a presença do desejo sexual ou a sua manifestação fosse a coisa mais tranquila ou espontânea do mundo.

Não quero aqui dar a ideia de que o desejo sexual só possa existir ou ser manifestado em condições totalmente favoráveis, mas é preciso um mínimo de condições internas e externas para que esse possa vir à tona.

Gostaria de deixar claro que se não tivermos uma atenção e dedicação para com a nossa sexualidade, ela pode facilmente não se manifestar ou deixar de ser vivida.



Portanto, cabe a cada um observar o quanto ela é importante em sua vida e o quanto faz falta para si ou para o relacionamento.

Muitas vezes espera-se que o desejo espontâneo faça a sua parte para que o sexo possa acontecer, mas deixa-se de observar o quanto ele está impedido o sexo de acontecer, e aí  esperar por isso pode ser eterno.

Em se tratando de sexo, nem sempre tudo acontece assim tão naturalmente (espontaneamente). Por vezes, precisamos nos esforçar e forçar situações para que situações agradáveis e prazerosas possam acontecer.

Não se justifica ficar na esperança do espontâneo sem que as condições cotidianas ou relacionais assim o permitam. Portanto, iniciativas, mesmo que sem desejo, podem sim, no decorrer da situação, despertar o desejo sexual; e a partir daí ela ser muito prazerosa e satisfatória.



Não dependa apenas do espontâneo, se ele não acontecer e quiser ter uma vivência agradável e prazerosa com o seu par, não hesite em ter iniciativas e buscar essas situações. Viva e faça acontecer. Não fique esperando...








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Conversa de travesseiro é importante e aproxima o casal



Segundo pesquisa, homens que dormem logo depois do sexo tendem a evitar discussões ou compromisso mais sério com a parceira





Depois do sexo, as mulheres gostam de um carinho, um aconchego e conversar com o seu parceiro. Porém, muitas vezes, os namorados (ou maridos ou ficantes) acabam caindo no sono rapidamente, cessando qualquer possibilidade de bate-papo.

Além de um sinal natural de relaxamento do corpo masculino, alguns pesquisadores da Universidade de Michigan sugerem que esse sono pode estar ligado inconscientemente a uma defesa contra discussões de relação pós-sexo, entre os comprometidos, e até contra uma conexão mais séria com uma parceira, no caso dos solteiros.

Na pesquisa, divulgada no Daily Mail, os cientistas descobriram que as mulheres cujos parceiros terminam uma noite de paixão virando e cochilando logo após o sexo são inseguras e sentem falta de carinho. Os psicólogos da Universidade de Michigan afirmaram que abraçar e conversar depois do sexo são formas importantes para o casal expressar seu compromisso.



Os pesquisadores dizem que a chamada “conversa de travesseiro” pode ser tão importante quanto o que acontece antes do sexo ou até mesmo o ato em si, pois é um momento de cumplicidade e aproximação entre o casal.

Para chegar a essa conclusão, o estudo foi feito com 456 pessoas heterossexuais, que preencheram pesquisas on-line sobre os seus padrões de sono com seu parceiro. O autor principal da pesquisa, Dr. Daniel Kruger descobriu que o desejo dos participantes para uma conexão emocional, afeto e comunicação era maior quando seu parceiro adormecia primeiro.

De acordo com estudos anteriores, os homens dormem antes das mulheres, pois durante o sexo há uma liberação de hormônios, como a oxitocina, que agem como um sedativo.



Entretanto, o Dr. Kruger acredita que existe outra razão para esse sono pós-sexo dos homens. Segundo ele, adormecer antes de sua parceira pode ser uma forma inconsciente para eles encerrarem quaisquer conversas sobre compromisso. Você concorda com a pesquisa?








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6 melhores momentos para fazer sexo



Existe melhor hora para fazer sexo? 





Para descobrir a resposta para essa pergunta, o site da revista Cosmopolitan fez uma enquete com suas leitoras e leitores. Veja quais foram os momentos eleitos pelos internautas:

Um uma manhã preguiçosa de sábado
Esse horário foi o vencedor da pesquisa. Surpreenda seu parceiro com sexo oral enquanto ele estiver acordando.

Antes de dormir
Segundo colocado na enquete, com 23% dos votos, esse horário é, com certeza, um dos mais comuns para fazer sexo. Para sair um pouco da rotina, vá para a cama vestindo uma camisa do seu parceiro e nada mais.



Durante a tempestade
O barulho da chuva parece inspirar os leitores da publicação, já que esse foi o terceiro melhor momento segundo a enquete. Para esquentar o clima, apague as luzes, mesmo que a eletricidade não tiver caído.

No meio do dia
Seja uma escapada durante o horário de almoço num dia de semana ou um momento de amor na tarde de um domingo preguiçoso, esse horário promete ser uma boa pedida.



Antes do expediente
Que tal começar o dia de trabalho com as energias renovadas? É isso que o sexo antes do expediente promete.

À noite, no carro
Essa é uma fantasia relativamente comum e só o risco de ser pego no flagra já deixa as coisas mais apimentadas.









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Por que os homens amam seios?


Livro desvenda os mecanismos cerebrais que determinam a veneração masculina por essa parte do corpo da mulher





Não há como negar o poder de atração dos seios. O mercado entendeu essa fascinação e a cada ano lança novos sutiãs superpoderosos, capazes de transformar qualquer Twiggy em Sophia Loren. Meros decotes ganham status de “notícia”, classificando diversas manchetes pelo mundo. O número de cirurgias estéticas para colocação de próteses de silicone é sonho de consumo até de adolescentes. E boa parte das mais desejadas mulheres do planeta tem tal parte do corpo bastante avantajada, vide a eterna “Baywatch” Pamela Anderson e a exuberante Christina Hendricks.





Especialista na devoção masculina a esse símbolo absoluto da feminilidade, a Playboy recentemente lançou a sua “Batalha de Peito”, uma competição no estilo “mata-mata” na qual 16 mulheres disputaram o título de dona dos seios mais bonitos do Brasil. Na briga, a ex-BBB Adriana Sant’Anna levou a melhor, deixando para trás outra beldade pra lá de curvilínea, Andressa Ribeiro, musa do “Hipertensão”, da Rede Globo. Em 15 confrontos, o concurso teve 115 mil votos.



Mas o que explica tamanha atenção dada a contornos que todos nós conhecemos desde o nascimento? A novidade a respeito do assunto é o livro “The Chemistry Between Us: Love, Sex and the Science of Attraction” (“A Química Entre Nós: Amor, Sexo e a Ciência da Atração”, sem edição brasileira), dos autores Larry Young e Brian Alexander. Sucesso lá fora, a obra recorre à biologia para explicar os mecanismos cerebrais por trás de todo relacionamento, e os seios, é claro, têm destaque nas páginas.



Especialista em neurociência do vínculo social, o PhD Larry Young explicou em coluna publicada no The Huffington Post: “Os homens são os únicos mamíferos do sexo masculino fascinados por seios em um contexto sexual”. Para ele e seu colega Brian, essa atração começa ainda na fase de amamentação, quando a ocitocina, também conhecida como “hormônio do amor”, é liberada pela mãe. A produção dessa poderosa substância tem efeito direto sobre a dopamina, neurotransmissor associado à sensação de prazer, e o resultado de tal combinação é a forte conexão entre mãe e filho, que, influenciado pela atenção recebida, retribui.



“Os meninos não aprendem no playground que os seios são algo para se interessar. Essa fascinação é biológica e profundamente enraizada em nosso cérebro”, afirma a dupla de autores, que defende a tese de que o mesmo mecanismo desencadeado durante a amamentação virá a se manifestar quando um homem se relaciona sexualmente com uma mulher. “É um impulso evolutivo inconsciente, capaz de ativar poderosos circuitos de ligação, criando um vínculo amoroso e estimulante”, completam.



Para a sexóloga e educadora sexual Ivana Almeida Silva Marques, no entanto, a fixação masculina pelos seios vai além do resquício hormonal e sofre grande influência cultural. “Anos atrás, a bunda dominava a preferência nacional. Natural, já que o biotipo da mulher brasileira é caracterizado por quadris mais largos e seios menores. A valorização desmedida dos sutiãs fartos é originalmente americana, uma moda que foi exportada – e abraçada – pelo mundo. Por isso, é muito difícil dizer que todos os homens dão tamanha importância aos seios desde sempre”, explica.



Guilherme Conti Marcello, psicólogo e psicoterapeuta do Hospital das Clínicas (SP), concorda. “A ideia de que essa ligação é puramente hormonal compartilha os preceitos do que a psicanálise chama de Fase Oral, representada na fixação do bebê pela boca e, sobretudo, pelo seio. Mais tarde, no entanto, vimos que, muitas vezes, o dedo na boca era fruto de um processo natural, como o nascimento dos dentes, que faz a gengiva coçar. Quando os autores fazem essa conexão biológica, retomam concepções de Darwin, numa linha americana conhecida como Behaviorismo. Para eles funciona muito bem, mas é complicado afirmar, na América Latina, mais ainda especificamente no Brasil, que toda atração masculina pelo seio vem de uma memória tão anterior”, diz.




E, se levarmos o meio social como determinante de comportamentos, não podemos deixar de lado os fatores ditados pela moda, que define não apenas tons, tecidos e cortes a cada nova estação, como também qual é o corpo da vez. Na linha do tempo já entraram as musas do Renascimento (consideradas gordas para os padrões atuais), as anoréxicas das passarelas, as obcecadas por malhação, as mulheres-frutas e agora, ainda bem, as saudáveis. Nesse grupo, voltam a ganhar destaque os seios naturais, pequenos ou não, e retornam às salas de cirurgia mulheres que têm trocado suas próteses de silicone por outras menores.



Mas o cenário é paradoxal. “A linha moderna prega a valorização de corpos genuínos ao mesmo tempo em que a medicina estética faz progressos grandiosos. E beleza, hoje, é uma indústria gigantesca”, ressalta Ivana. “Essa volta ao seio natural contradiz os avanços que tiraram a noção de que toda mulher pode ser bonita e sensual com o corpo que ela tem. Hoje em dia, as pessoas que conseguiram escapar desses modismos estão criando uma nova moda. Padrões originais voltaram a ter o simbolismo de sexualidade e estão aparecendo como novidade”, afirma Guilherme.



Fato é que, mesmo sem desbancar o bumbum, há algum tempo o homem brasileiro vem olhando com maior atenção para os seios, e a intensidade de persuasão é inquestionável. Espiar com o decote alheio é irresponsavelmente irresistível até para uma mulher, ou não?










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