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O sexo oral é uma das estratégias para apimentar a vida na cama


Aposte em 10 dicas para esquentar o sexo






Você provavelmente já viu cenas de sexo pra lá de calientes em novelas. Aí você olha e morre de inveja pensando que sua vida sexual anda bem monótona. Sair da rotina é uma ótima maneira de esquentar a relação. Veja 10 dicas a seguir para esquentar o clima com seu companheiro, de acordo com a revista Cosmopolitan.

Olhos vendados - Pegue a gravata dele e vende os olhos do seu companheiro. Leve-o a um lugar da casa onde vocês vão começar a namorar. O fato de você demonstrar controle total sobre ele vai deixá-lo mais excitado ainda. Além disso, o clima vai pegar mais fogo com ele não sabendo o que vai acontecer.



Brincadeira - Faça uma brincadeira em que você o chama de senhor. Ele também deve chamá-la de senhora. Se ele errar e chamá-la pelo seu primeiro nome dê a ele uma surra sexy. Com certeza será um joguinho que vai esquentar o clima.



Cadeira erótica - Coloque-o sentado confortavelmente numa cadeira ou sofá. Lentamente, vá retirando sua calcinha fio dental e use-a para amarrar as mãos do seu companheiro para trás. Em seguida vá fazendo uma dança sexy para ele, que não poderá tocá-la. Isso vai instigá-lo ainda mais.

Fetiche - Vista-se de preto, com botas até o joelho ou aposte numa meia-calça com uma calcinha sexy. Empurre-o contra a parede, puxe o cabelo dele delicadamente e sussurre no ouvido dele: "Você vai fazer tudo o que eu digo esta noite."



Joguinho - Peça ao seu companheiro para prendê-la na cama. Então vá tentando fechar as pernas e resistir aos carinhos do seu gato.

Calcinha - Pegue uma calcinha sexy e faça um furinho na parte de baixo. Quando as coisas começarem a esquentar, leve a mão dele até lá embaixo e deixe-o seguir o caminho do prazer.



Sexo oral - Enquanto seu companheiro estiver deitado vendo televisão, surpreenda-o com um delicioso sexo oral. Fique em silêncio e não lhe diga uma palavra.




Mamilos - Passe seus mamilos suavemente pelo corpo dele. Os dois vão ficar excitados juntos.
Masturbação - Se ofereça para masturbá-lo e peça para ele lhe comandar nesta tarefa.



Dê ordens - Enquanto você estiver fazendo amor com seu gato, diga a ele que só poderá chegar ao orgasmo quando você deixar. Se ele começar a chegar ao clímax, pare e volte a fazer os movimentos bem devagarzinho. Isso vai deixá-lo louco e prolongar o prazer de vocês, deixando o orgasmo mais intenso.








dicas para o sexo - sexualidade -  Desejos e Fantasias de Casal







Mulher de bem jamais faria sexo oral no marido. Hoje, prática é comum e faz parte das preliminares...


"Garganta Profunda", 40 anos depois





Até onde uma mulher vai para alcançar o prazer?
O clássico do cinema pornô “Garganta Profunda” (Deep Throat, em inglês) completou 40 anos em 2012. Para quem não lembra, o filme chocou a sociedade norte-americana, quando foi lançado, em junho de 1972, com a história de Linda, uma mulher que só tinha prazer com sexo oral, pois seu clitóris ficava localizado na garganta em vez de na vagina.



Em meio a onda de protestos provocada pela exibição do filme, muita gente na época apostava que Deep Throat e a enxurrada de filmes pornográficos que foram feitos depois e que incluia outros 'clássicos', como Emannuelle, ajudaria a eliminar muitos tabus que na época envolviam a sexualidade 40 nos depois, Maria Helena Vilela, educadora sexual e diretora do Instituto Kaplan, concorda. O filme ajudou as pessoas a incluírem o sexo oral no seu repertório sexual e a falarem sem constrangimento sobre a prática: “Nos anos 70, os homens faziam sexo oral apenas com prostitutas, mulher ‘de bem’ jamais faria sexo oral no marido. Hoje, passou a ser parte das preliminares. Ninguém mais se assusta de admitir que faz sexo oral”, diz.



75% dos casais ocidentais pratica sexo oral hoje
Segundo a psicanalista e escritora, Regina Navarro Lins, com o movimento da contracultura, o movimento feminista e a invenção da pílula anticoncepcional, o sexo ‘para fins reprodutivos’ deu lugar ao ‘sexo para dar e receber prazer’. Resultado, o número de pessoas que praticam sexo oral hoje é altíssimo: “Atualmente existem pesquisas que apontam que 75% dos casais ocidentais fazem sexo oral, sendo que, 40% deles, praticam com frequência”, declarou.



Nos EUA, fala-se em epidemia de sexo oral entre os jovens
Nos grandes centros urbanos, o assunto passou a ser discutido nas escolas e criaram-se até cursos que ensinam as mulheres como fazer sexo oral. Nos Estados Unidos, pesquisa recente do John Hopkins Bayview Medical Center descobriu que entre 1994 e 2004 mais que dobrou o número de jovens de 12 a 24 anos que relataram já ter feito sexo oral. A divulgação dos resultados causou furor, virou pauta no programa de Oprah Winfrey e ganhou destaque em editorial do New York Times, ambos veículos chamando a atenção para uma epidemia de sexo oral entre os adolescentes.





Sexo oral: um favorito na terceira idade
No Brasil, não se fala em epidemia, mas sim de uma maior aceitação da prática. E não só entre os mais jovens. Depois da invenção daquele famoso comprimido para disfunção erétil, o sexo oral também é um favorito entre indivíduos da terceira idade. “De 100 pacientes que me procuram, 90% praticam, independente da faixa etária”, contou o urologista, sexólogo e terapeuta sexual Celso Marzano, que tem clínica em São Paulo.



As mulheres fazem mais sexo oral do que recebem
Apesar de toda liberação, existe um ponto que intriga os especialistas: as mulheres continuam fazendo muito mais sexo oral nos homens do que recebendo. Segundo Maria Helena, enquanto 80% dos homens gostam de receber sexo oral, entre as mulheres que declaram gostar de receber esse número cai para algo entre 40% e 50%.

Essa conta não fecha por alguns motivos. Primeiro, sentem-se mais à vontade para pedir e, segundo, existiria uma repulsa em relação à prática por parte do parceiro ou da própria mulher. “As mulheres gostam de receber, mas existe um certo preconceito. Essa coisa do cheiro da vulva afasta o homem e elas não se sentem livres para receber”, analisa a diretora do Instituto Kaplan.



Regina Navarro reforça a ideia: “A maior preocupação da mulher com o sexo oral é o cheiro”, diz a psicanalista que ainda conta que existem mulheres que têm tanto nojo do próprio cheiro que chegam a dizer: “Se fosse homem jamais faria uma coisa dessas”.

Nada que um bom sabonete íntimo não possa resolver e hoje existem opções nas farmácias e supermercados para todos os bolsos. Vale lembrar que esse tipo de produto é especialmente desenvolvido para essa área do corpo: “Nada de passar perfume ou desodorante”, aconselha Celso Marzano.

Sexo Oral e DST’s (Doenças Sexualmente Transmissíveis)
Nos anos 70, quando “Garganta Profunda” foi lançado, o conceito de sexo seguro não fazia parte do repertório das pessoas. Hoje, os especialistas são unânimes: sexo só com proteção, sobretudo o oral. A recomendação é que os homens usem camisinha e que as mulheres, na falta de um produto específico, improvisem, cobrindo a área com filme plástico ou com uma camisinha cortada.



De acordo com Maria Helena, é mais difícil contrair HIV pelo sexo oral, mas não impossível, principalmente se houver alguma ferida na boca e a mulher engolir o esperma. Ela ressalta que o risco é sempre maior para quem está fazendo do que para quem está recebendo e alerta também para a coleção de DST’s que é possível contrair através da prática: “Doenças eu seriam dos genitais, como herpes, sífilis, gonorreia e HPV podem pegar na boca”, avisa a educadora sexual.

"Garganta profunda" é uma variação de sexo oral que exige a penetração profunda do pênis na boca até atingir a garganta. A língua fica imobilizada, não há movimento de sucção. É o vai e vem do pênis na estreita passagem da garganta que garante intenso prazer para o homem



O escândalo no lançamento do filme
Quando foi lançado, em 1972, no World Theather, no coração de Manhattan, Deep Throat provocou um escândalo que durante alguns anos ocupou os juristas americanos. Em meio a uma série de denúncias e de processos, o filme conseguiu ser exibido nos grandes circuitos de cinema de Nova York, coisa absolutamente impensável em se tratando de filmes do gênero. O barulho foi tanto que mereceu um artigo no New York Times, escrito pelo jornalista Ralph Blumenthal, com o título Porno Chic, no qual ele dizia que discutir Deep Throat tinha virado moda nas festas do jet set e que personalidades como Truman Capote, Warren Beatty e Jack Nicholson eram vistos engrossando as filas nas salas de cinema que ousavam exibir o filme. O fenômeno Deep Throat ajudou a lançar uma onda de filmes pornográficos que floresceu durante algum tempo enquanto alimentava iradas discussões entre intelectuais, feministas e religiosos. Linda Lovelace (a protagonista de "Garganta Profunda") seria o protótipo de mulher liberada ou a encarnação da mulher-objeto?



“Garganta Profunda” é o filme pornô mais lucrativo de todos os tempos. Filmado com um orçamento de US$ 25 mil arrecadou US$ 600 milhões e colocou o sexo oral, literalmente, na boca do povo. A cinebiografia da atriz principal, Linda Lovelace, está programada para sair nos cinemas em dezembro deste ano e vai trazer Amanda Seyfried, de "Mamma Mia" e "Cartas a Julieta", no papel da estrela pornô, que morreu em virtude de um acidente de carro, em 2002.










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Manual da rapidinha: aprenda cinco regras básicas de uma transa-relâmpago


Especialista diz que ninguém deve deixar a rapidinha de lado mesmo depois de anos de relacionamento




A rapidinha é divertida, pois tem o tempero da aventura e lembra a fase da descoberta do sexo, quando tudo precisava ser feito às pressas. "A maior parte dos casais a pratica durante o início do relacionamento, quando a libido está a mil e um não consegue tirar as mãos de cima do outro", afirma Carolina Ambrogini, ginecologista e coordenadora do Projeto Afrodite, da Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo).

Mas a especialista afirma que as rapidinhas não devem ser deixadas de lado: "Principalmente para casais que estão juntos há muito tempo, para manter a libido e a fantasia sempre em alta". E como é impossível prever quando uma transa-relâmpago acontecerá, é fundamental ter sempre um preservativo à mão. Lembre-se dessa regra e acompanhe as outras dicas para ter mais prazer.

Lugar
Na maior parte das vezes, a rapidinha não acontece na cama. Em geral, quando bate o desejo, vale da pia da cozinha a uma paradinha no drive-in. As opções são muitas, mas lembre-se que os locais públicos não estão entre elas, pois atentado ao pudor é crime. Por isso, esqueça as escadas de prédios, estacionamentos e banheiros de casas noturnas, por exemplo. "Agora, se a intenção for apenas fugir da marcação cerrada de filhos pequenos ou sogros vigilantes, o casal pode ir para a despensa, a garagem, o sótão", exemplifica Fernanda Pauliv, professora de artes sensuais.




Preliminares
Em uma rapidinha, não há muito tempo para carícias. "Uma relação sexual convencional dura, em média, 15 minutos, com as preliminares. A rapidinha demora menos de cinco", diz Carolina Ambrogini, da Unifesp. Para ela, nessas circunstâncias, a intensidade do beijo na boca vai contar muito. "Os beijos são indispensáveis para o aumento da excitação", diz Carolina.



O sexo oral, tão importante para a estimulação e o prazer femininos, costuma ser deixado de lado, pela pressa da transa. "O estímulo erótico está baseado na falta de tempo, na própria adrenalina de ter de ser rápido. A tensão favorece a excitação mais rápida. As preliminares ficam mais concentradas na região genital e com toques mais vigorosos", diz Patricia Pelegrina Rosseto, psicóloga e psicoterapeuta com enfoque na sexualidade.



Roupas
O que tirar, o que deixar? Na dúvida, faça somente o básico: abrir o zíper da calça, desabotoar a blusa ou subir o vestido, em especial se a rapidinha tiver de ser disfarçada caso alguém apareça inesperadamente. "Quando a situação permite, há até quem rasgue a roupa um do outro, tornando o momento ainda mais a excitante", diz Carolina Ambrogini. Na opinião dela, o fato de as pessoas não ficarem completamente nuas e o sexo ser afoito lembra bastante algumas cenas clássicas de cinema –como a de Diane Lane e Olivier Martinez transando no banheiro do restaurante em "Infidelidade" (2002). "Essas sequências ficam gravadas na memória das pessoas como algo muito erótico", fala Carolina.



Palavras
Segundo Fernanda Pauliv, tudo começa com as palavras, pois expressam o desejo e sinalizam que as pessoas não conseguem mais se conter e, portanto, vão se deixar guiar pelos instintos. "Frases como ‘Quero você agora' e 'Se você não parar de me beijar, não me responsabilizo pelos meus atos' dão uma boa ideia de como o parceiro está se sentindo", afirma. Se a rapidinha acontecer na casa de amigos ou da família, em um momento de distração das pessoas, tudo deve ser feito aos sussurros para não chamar a atenção. Abafar gemidos contribui para elevar o tesão.



Posições
As posições em pé são as mais recomendadas, pela facilidade de encaixe, tanto com um de frente para o outro quanto com a mulher de costas para o homem e apoiada na parede. Mas em alguns locais a mulher pode ficar sentada (na pia ou na cadeira do escritório, por exemplo) ou até deitada, se o ambiente contar com uma mesa. "Não dá para pensar nem variar muito, e isso dá graça ao momento", afirma Carolina Ambrogini.










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Be-a-bá do prazer: 10 lições pra treinar a pegada



Se seu parceiro derrapa na cama, não faz por isso mal. É que o corpo masculino é diferente do nosso e ele precisa aprender os segredos do prazer feminino. Com carinho, ele vai tirar nota 10!




Ele não beija você nem acaricia ou explora seu corpo durante a transa. Chato, muito chato...

Aqui vale a dica de fazer nele o que quer que ele faça em você. Acaricie os cabelos dele, arranhe suas costas, beije a orelha, o pescoço e até os mamilos. Use e abuse das palavras e gemidos: "Sua boca no meu corpo me deixa louca!". Ele vai entrar na sua dança.




Não estimula seu clitóris (ou toca nele de um jeito que não dá prazer). Problemão, hein!

Não existe outra maneira além de ensinar o beabá. "Se um homem sabe masturbar uma mulher, aprendeu com outra mulher", diz Suely. Conduza a mão dele pelo clitóris, mostrando como gosta que os movimentos sejam feitos e a pressão exata de cada um. Ou masturbe-se na frente dele - é excitante e funciona!


Ele só faz movimentos curtos de vaivém e não se preocupa em variar as posições. Que tédio!

Se é ele quem está por cima, tente controlar a velocidade e a profundidade da penetração segurando o quadril do gato com as mãos. Troque de posição com jeitinho, virando para o lado, mexendo as pernas. Aproveite para dizer: "Vem cá, faz mais de ladinho, é tão gostoso!".




Ele é apressadinho e não espera você atingir o orgasmo. E o pior: justo quando estava tão perto...

Calma, garota, até para isso tem solução! Se notar que o gato está chegando lá, reduza o movimento, dê um beijo nele, faça carinho e sussurre: "Espera só mais um pouquinho, eu estou quase lá e fico louca quando chego ao orgasmo com você".


Ele pula as preliminares e vai direto para a penetração

Você toma as rédeas das preliminares, assumindo o comando e deixando-o louco, esperando a penetração. Faça uma massagem gostosa nele, vende seus olhos, dê beijos em seu corpo e mostre como você se delicia com isso. Combinem que na próxima vez é ele quem faz!




Não estimula seu ponto G (talvez nem saiba onde fica)

"Se você conhece seu corpo e sabe onde tem prazer, é mais fácil indicar para o parceiro, que fica bem perdido se o assunto é ponto G", fala Suely. Experimente algumas posições ao mesmo tempo em que pergunta para ele: "Como você acha mais gostoso, assim ou assado?". Depois, sugira: "Agora vamos fazer o contrário?".


Não é chegado em sexo oral (ou não faz de um jeito gostoso)

Apele para a vontade dele de ser o guru do sexo e abra o jogo: fale como você atinge o orgasmo mais fácil com sexo oral. Se o gato estiver beijando seu corpo, tente conduzir, de leve, a cabeça dele lá pra baixo. Experimente um jogo erótico do eu-faço-se-você-fizer!



Ele não fala uma palavra durante o sexo, não diz se está gostando e isso é importante para você. E agora?

A dica é ameaçar o gato em tom sexy. Fale coisas do tipo "Está gostando? Ah, acho que não, vou parar...". Quando ele pedir pra continuar, rebata: "Então diz que está bom, me chama de gostosa, me convence a ficar aqui".


Ele vira para o lado e dorme após o sexo. Caramba, que coisa irritante!

A sexóloga explica o porquê disso: ``Depois da transa, o homem relaxa pra valer. Já a mulher fica ligada. Isso é bastante comum". Mas dá pra segurar o gato acordado mais um pouco: coloque uma música, elogie a performance dele, peça (com jeitinho) um cafuné e conte como você curte ficar abraçadinha...




Ele não aceita brinquedinhos eróticos e não dá chance para fantasias na cama

Prepare o terreno. Num momento descontraído, diga que uma amiga comprou um brinquedinho e está adorando. Observe a reação dele. "Evite surpresas aqui. O cara pode ficar tímido ou achar que o desempenho está ruim", alerta a sexóloga.


Conselho extra: Fale com muito jeitinho!

Está certo: se a gente não falar, ele nunca vai saber. Mas a forma como se diz é o grande segredo pra evitar desconfianças e inseguranças da parte dele. Use sempre palavras positivas para estimulá-lo e evite críticas. Em vez de soltar um "você não sabe me tocar direito", prefira um "seu toque me deixa louca, ainda mais quando é bem aqui", indicando sua região de prazer. Com jeitinho, vai!









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Conheça mitos dos filmes eróticos que você não deve colocar em prática na vida real



Assistir a um filme erótico pode até ser uma forma de aumentar o clima entre o casal....




Desde que não se torne algo frequente e que ambos saibam que muita coisa não passa de ficção

Nos filmes pornográficos, o casal está sempre pronto para o sexo e não é preciso sequer passar pelas preliminares para que ambos cheguem ao orgasmo –simultaneamente, claro. Não há dificuldade para fazer as mais difíceis posições do Kama Sutra, qualquer lugar é adequado para transar e o sexo sempre é perfeito, prazeroso –e escandaloso.

Assistir a um filme erótico como forma de aumentar o clima entre o casal pode ser interessante, desde que não se torne algo muito frequente. "Se o casal sempre precisa dos filmes para se excitar, isso denota uma dificuldade na relação. Não se deve se criar uma dependência. E é preciso que o homem tenha a noção de que nem toda mulher vê o filme de forma positiva", afirma a psicóloga e terapeuta sexual Carla Cecarello, presidente da ABS (Associação Brasileira de Sexualidade).

O problema é que os filmes podem criar uma imagem errada de como uma relação sexual deve acontecer, principalmente para quem ainda não tem experiência sexual. Segundo pesquisa realizada com pessoas de entre 16 e 24 anos pela Universidade de Plymouth, no Reino Unido, e pela UK Safer Internet Centre, um em cada três jovens admitiu que a pornografia afetou seus relacionamentos. "Mostrar filmes ou revistas pornográficas para adolescentes é muito ruim, porque eles podem pensar que devem fazer igual aquilo que veem", afirma Carla.




Para o psicoterapeuta Oswaldo Martins Rodrigues Jr., diretor do Inpasex (Instituto Paulista de Sexualidade) e autor de "Objetos do Desejo" (Editora Iglu), os vídeos eróticos somente são comprados porque mostram que as fantasias masculinas podem acontecer –por isso a maioria passa uma visão machista do sexo. “Na falta de educação sexual formal, os vídeos eróticos têm servido de modelo sexual para todos adolescentes que os acessam, que não são poucos. O que é assistido pode se tornar um padrão para eles", afirma.

Para que você não coloque em prática aquilo que não deve sair da ficção, especialistas listam os maiores mitos dos filmes eróticos.

Sempre pronto
Nos filmes, qualquer hora é hora para fazer sexo. "É mais comum que os homens consigam estar prontos mais rapidamente do que as mulheres, embora eles também possam ter ansiedade e, em algumas situações, precisem de um tempo maior para a ereção. Mas elas sempre precisam ter um estímulo antes, por isso as preliminares são fundamentais", afirma Carla Cecarello. Para Rodrigues Jr., diretor do Inpasex, dificuldades sexuais também existem para os protagonistas dos filmes. "No início da década de 1990, havia um filme nas locadoras que mostrava as cenas de bastidores das filmagens, incluindo uma cena de perda de ereção de um ator consagrado na época", afirma ele. Segundo ele, o uso de substâncias facilitadoras de ereção, sejam orais ou injetáveis, passaram a ser comuns para os homens a partir do início da década de 1990. No caso das mulheres, é frequente o uso de lubrificantes ou vibradores para dilatar as aberturas vaginais ou anais.




Falta de preliminares
Como praticamente todos os filmes disponíveis costumam ser destinados a homens, iniciar do modo mais direto possível parece fazer sentido. O problema é que, na vida real, é praticamente impossível que a mulher tenha sexo satisfatório se não houver preliminares. “Ela precisa da parte sensorial bem desenvolvida para que haja a lubrificação, que é o equivalente à ereção masculina. Até o homem necessita de uma estimulação prévia, por menor que seja”, afirma Carla.



Clímax cantado
Embora não haja um único filme erótico em que as atrizes não gritem escandalosamente quando chegam ao orgasmo, na vida real, uma mulher raramente fará o mesmo. E, se o fizer, ainda pode amedrontar o parceiro, pois essa é considerada uma das atitudes mais brochantes na hora do sexo. "Se fugir do contexto de uma brincadeira do casal, gritar pode assustar. Situações diferentes de vez em quando valem a pena, mas é difícil chegar no nível dos filmes. Pode ficar muito falso e o outro pode achar que você está fingindo", afirma.



Orgasmo simultâneo
No mundo ideal –e nos filmes pornôs–, homem e mulher chegam ao clímax no mesmo momento. Em alguns casos, a mulher ainda chega antes e consegue ter vários orgasmos antes que o homem tenha o seu. Infelizmente, é comum que as mulheres demorem mais para alcançar o orgasmo e que até finjam que o alcançaram –um problema que também acontece com alguns homens. “Os caras sempre chegam ao orgasmo no final de toda a cena, depois da mulher ou junto com ela. Na vida real, acontece de o homem ter ejaculação mais rápida. O controle ejaculatório do ator é maior porque ele só faz isso”, afirma a psicóloga, terapeuta e educadora sexual Ana Canosa, autora de "Crescendo na Sexualidade" (Editora Sttima). Para Rodrigues Jr., os filmes primam pelo desempenho sexual e, como o orgasmo é o objetivo final, ambos precisam alcançá-lo. “Ainda mantendo a falácia do orgasmo simultâneo, pela crença de que assim é melhor”.



Sem parar
Nos filmes não há pausa, ninguém cansa ou precisa de uns minutinhos para se recompor. Brochar, nem pensar. “Enquanto na vida real, em uma virada de posição a ereção pode diminuir um pouco, nos filmes, tudo é perfeito”, afirma Carla Cecarello. Para Rodrigues Jr, tudo isso não passa de uma ilusão. “Os atores só parecem ficar horas transando. A edição é feita de tal forma que conduz quem assiste as cenas a perceber uma passagem de tempo que parece ser de horas. Mas a gravação permite intervalos para descanso entre as cenas de sexo, inclusive de um dia para outro”, diz ele.



Posições absurdas
“Os filmes mostram posições que não levam em conta que a postura pode ser muito difícil para a coluna, o desconforto que muitas mulheres têm na hora da penetração ou a dificuldade que homens podem ter por conta do tamanho do pênis”, diz Carla. Segundo Rodrigues Jr, como um filme pode ser produzido em vários dias, as posições podem ser tentadas à exaustão, mas, obviamente, o cansaço jamais será exposto.



Locais impossíveis
Escritório, elevador, escadas... Qualquer lugar é válido para fazer sexo nos filmes do gênero. Ninguém se incomoda com um degrau, com o chão duro ou com a possibilidade de aparecer o chefe a qualquer momento. “Pode acontecer de pintar o clima num lugar estranho de vez em quando, mas a realidade não é tão extrema. Muitos casais se incomodam com lugares muito exóticos, principalmente a mulher”, diz Carla Cecarello. Para Rodrigues Jr., a história sempre precisa ser diferente para disparar o desejo sexual. "Isso pode ser verdadeiro para algumas pessoas ou casais, mas não para a maioria”, afirma ele.



Sexo anal fácil
Nos filmes pornôs, o sexo anal é a coisa mais fácil e rápida de se fazer do mundo. Para Ana Canosa, esse é o grande engodo dos filmes. “As mulheres usam um plug anal antes da filmagem, mas tudo é passado como se não houvesse preparação, como se ela ficasse imediatamente preparada e com o ânus dilatado”, afirma ela. Segundo Rodrigues Jr., as mulheres também se preparam com vibradores por um bom tempo antes das cenas serem gravadas. “A fantasia masculina dirige essas cenas nos vídeos, incluindo a percepção de que sempre será fácil”, afirma ele.



Falta de delicadeza na masturbação
Nos filmes eróticos há sempre uma agressividade excessiva durante a masturbação alheia. Para Ana Canosa, o problema é que não é mostrada a diferença de intensidade para cada pessoa. “Cada um tem um ritmo. Os filmes são muito repetitivos, tudo muito intenso. Os homens põem muita força no clitóris da mulher”, afirma ela. A força excessiva não é apenas um problema dos atores dos filmes: as atrizes também exageram na intensidade da manipulação nos homens.



Mulheres sempre acariciam os seios
Seja durante a relação sexual, na masturbação ou no banho, as atrizes de filmes pornôs costumam acariciar os próprios seios -e parecem sentir muito prazer com isso. “Elas fazem isso como se fosse super excitante e todas tivessem essa facilidade de se tocar”, diz Ana Canosa. Lamentamos informar, mas isso não acontece na vida real. “As mulheres dificilmente fazem isso. Aliás, são raras as que conseguem pedir para que haja o toque na região”, afirma Carla Cecarello. Para Rodrigues Jr., há uma repetição no padrão estético dos filmes eróticos: no caso das mulheres, os toques nas mamas, nádegas e baixo ventre, e, no caso dos homens, no pênis. “Parece que a ideia é de sensualizar sempre, com posições e atos que se supõem eróticos do ponto de vista masculino”, afirma ele.



Sem nojo
Nos filmes, a mulher não só não se incomoda, como adora engolir e ter jatos de esperma no rosto. “A realidade é bem diferente. Muita mulher acha nojento. Aquilo tudo foi feito para ser um estímulo a mais, mas não se copiar”, diz Carla. Para Ana Canosa, a visualização da ejaculação é interessante para os homens, por isso, nos filmes, os homens sempre lançam o esperma para fora. “É um mito que foi criado para mostrar a ejaculação. Tem mulher que gosta, tem mulher que não gosta. E é preciso tomar cuidado com doenças sexualmente transmissível nesse caso”, afirma.



Garganta profunda
Protagonista de filme pornô que se preze é capaz de fazer o melhor sexo oral do mundo e sem enjoar. “Não são todas as mulheres que conseguem fazer isso. As dos filmes têm técnica para colocar o pênis na boca de uma forma que não provoca ânsia, mas, na vida real, isso é difícil”, afirma Ana. E elas parecem gostar quando o parceiro é agressivo e puxa seus cabelos para incentivá-la a continuar. Rodrigues Jr. acredita que essa fantasia é disseminada nos filmes porque, como quem os consome são os homens, são eles que dirigem as ações sexuais.











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